Notas Sobre o Pensamento e a Visão / O Sagrado

15.00 

de H.D. / Laure
traduzidas por Leonor Castro Nunes e André Tavares Marçal
Edição: novembro de 2020
Editora: DeStrauss
Páginas:  62 + 96

Descrição

H.D. (1886-1961) nasce Hilda Doolittle em Bethlehem, no estado da Pensilvânia. Vive uma vida turbulenta, marcada pela relação platónica com Pound (que cria o termo «Imagista» para descrever a sua poesia), os poucos meses de análise e confidências com Freud, pelo amor de Bryher, que a salva quando dá à luz a única filha, e pelo trauma da I Guerra Mundial.

Após o nascimento da filha começa a ter visões místicas que passará o resto da vida a tentar decifrar na sua obra – desde o início turvo e iniciático desse caderno intitulado «Notas Sobre O Pensamento e A Visão», aos grandes poemas modernistas pelos quais é lembrada. Por entre os meandros da decifração chegamos aos deuses, à psicanálise, às alforrecas e, quem sabe, à difícil ordenação de ideias por parte de quem é susceptível de receber os mais ínfimos sinais do mundo.

LAURE (1903-1938) nasce Colette Peignot no seio de uma família católica e burguesa. Na sua atribulada biografia há-de perder o pai e três tios na Primeira Guerra Mundial, há-de lutar desde cedo contra a tuberculose, há-de andar à deriva por entre Moscovo, Berlim, e umas quantas esquinas anónimas noite adentro. Será confidente de Michel Leiris e amante de George Bataille. É na casa deste último que sucumbe tendo, contudo, tido tempo e vontade para nos seus 35 anos de vida terrestre andar à trela, levar chibatadas, se encantar com o socialismo para dele se afastar, desdenhar toda a patifaria católica ou, por exemplo, ser figura relevante na sociedade secreta Acéphale.
Indagou ainda sobre a possiblidade de comunicação entre cada um de nós e os outros. Aquilo que, quando todos os critérios se reúnem, se chama frequentemente «o sagrado».