Uma Viagem à Índia

25.00 

de Gonçalo M. Tavares

Prémio Associação Portuguesa de Escritores 2010
Edição/reimpressão:2010
Páginas: 484
Editor: Editorial Caminho
ISBN: 9789722121309
Coleção: Campo da Palavra

REF: 9789722121309 Categorias: , Etiquetas: ,

Descrição

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Prémio SPA/RTP para a melhor ficção narrativa 2011
Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores
Prémio Literário Fernando Namora/Estoril Sol 2011
Excerto
«A singular e provocante Viagem à Índia de Gonçalo M. Tavares não é, contudo, a epopeia desta espécie de terra de ninguém do sentido, em que o Ocidente se converteu, mas a travessia e o confronto, ao mesmo tempo intemerato e burlesco, desse caos, não para descobrir nele uma mítica porta de saída mais ilusória ainda que as já conhecidas, mas para encarar a sério o seu paradoxal enigma. É apenas, num travestimento sem precedentes do texto epopaico (Os Lusíadas, a seu modo também é já texto de decepção, por conta da realidade), uma viagem ao fim do nosso fabuloso presente como glosa interminável da existência como tédio de si mesma. Partindo como Gama de Lisboa, e diferindo o mais que pode e sabe, como Ulisses, não o regresso, mas o “fim” da Viagem, Bloom, o seu tão célebre e literário herói, não contemplará (como a humanidade inteira) a face de Deus ou as pegadas de Deus, que no espelho da Índia imaginava contemplar, mas não volverá o mesmo. Agora sabe o que já pressentia. Que não viajamos para nenhum paraíso. Que todas as viagens são sempre um regresso ao passado de onde nunca saímos.»
Eduardo Lourenço, no prefácio ao livro
Críticas de imprensa
«Livro absolutamente inolvidável por mais anos que se viva. Ou, de outro modo, um livro para a eternidade.»
Miguel Real, JL

«É um livro cheio de fantasmas, fantasmas dos Lusíadas, fantasmas do homem contemporâneo, uma viagem, uma anti-epopeia, e é um livro extraordinário. Estou convencido de que dentro de cem anos ainda haverá teses de doutoramento sobre passagens e fragmentos».
Vasco Graça Moura, TVI24

«Trata-se, como sempre em Tavares de um texto inteligente, brilhante mesmo […]»
Pedro Mexia, Público

Informação adicional

Peso 0.660 kg