Em Busca do Tempo Perdido – Volume I – Do Lado de Swann

22.21 

de Marcel Proust; Tradução: Pedro Tamen

Edição/reimpressão:2007
Páginas: 450
Editor: Relógio D’Água
ISBN: 9789727087303

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Descrição

A tradução de Em Busca do Tempo Perdido por Pedro Tamen era uma das mais aguardadas dos últimos tempos. E os leitores não ficarão, decerto, desiludidos. Pelo contrário. Mesmo quem já conhecia o original, lê, fascinado, e até ao fim, esta tradução. Aqueles que não o conhecem, mas certamente dele já ouviram falar (Em Busca do Tempo Perdido é uma das obras-primas da literatura do século XX, ao lado de Ulisses de Joyce, do Livro do Desassossego de Pessoa, e poucos outros) não podem perder esta edição. Acaba de sair o primeiro volume, Do Lado de Swann, o segundo sairá ainda este Verão, e os outros até ao final do primeiro semestre de 2004.
Como afirmou o poeta e tradutor Pedro Tamen em entrevista a Maria da Conceição Caleiro (Público, Mil Folhas, 21/06/03), «não é possível contar [Em Busca do Tempo Perdido] a ninguém, não existe como história, há meia dúzia de peripécias, de personagens… Ao nível das peripécias há muitas coisas apaixonantes. As mutações quase rocambolescas das personagens, o que era Odette e o que Odette vai sendo ao longo das 3000 páginas… Mas não é isso que interessa. O que interessa é o que isso significa, é o facto de a vida, o mundo, o tempo correr mais depressa do que nós, e no fundo só podermos descobrir o sentido disso quando o tornamos arte, quando o concretizamos em literatura.
(…) [Em Busca do Tempo Perdido] é a criação de um universo, no sentido mais universal que a palavra possa conter, através da linguagem.»

«[Em Busca do Tempo Perdido tem] múltiplas personagens e peripécias, que se encaixam, que se ramificam como num tema musical e as suas variações, que voltam as mesmas e sempre já outras, ou melhor, um ciclo na arquitectura, montando pedra a pedra, uma catedral incompleta. Embora se possa, naturalmente, dizer que se trata da lenta preparação do narrador, desde criança, para se tornar o escritor da obra que nos é dada. Mas no nosso quotidiano íntimo ou mundano, o que quer que seja que nos aconteça, há sempre um nome que pode vir de Proust, uma situação marcada por um ‘antes’ familiar, um já escrito: quem não cruzou um Legrandin na sua vida? Ou sorriu enternecido para o acompanhamento, que uma Madame de Cambremer faz de uma melodia em desuso? Quem não inscreveu o nome de alguém amantíssimo numa frase musical, antes de a imaterializar e expandir o efeito possível da música na percepção do mundo? Quem não conheceu Sras Verdurins que lá bem no fundo querem devir Guermantes.»
Maria da Conceição Caleiro, Público, Mil Folhas, 21/06/03

Informação adicional

Peso 0.600 kg