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A Língua Posta a Salvo

18.17  14.85 

de Elias Canetti

ISBN: 9789896253257
Edição ou reimpressão: 09-2008
Editor: Campo das Letras
Idioma: Português
Dimensões: 148 x 234 x 36 mm
Encardenação: Capa mole
Páginas: 316
Tipo de Produto: Livro
Coleção: Campo da Literatura

Descrição

Elias Canetti – Prémio Nobel da Literatura 1981

“A Língua Posta a Salvo” é a primeira parte de uma trilogia autobiográfica, publicada entre 1977 e 1985, que conta a vida de um jovem, o filho mais velho de uma família abastada de judeus sefarditas. Desde a infância na Bulgária até às estadias com a família em Inglaterra e na Suíça, o livro oferece uma análise detalhada das primeiras décadas do século XX. Os incidentes mais sensíveis do quotidiano têm como pano de fundo acontecimentos mundiais, nomeadamente a Primeira Guerra Mundial, bem como as reflexões do autor sobre as consequências daqueles acontecimentos na vida do indivíduo.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
« E é essencialmente acerca disso que Canetti discorre neste volume: da importância de uma língua, da sua aprendizagem, do papel fundador das línguas na estruturação das personalidades e no adquirir de uma consciência individual, de como a aprendizagem se uma língua pode ser o único caminho para outros universos vivenciais.»
José Riço Direitinho, Público

«A minha lembrança mais antiga está pincelada de vermelho. Saio por uma porta ao colo de uma rapariga, o chão diante de mim é vermelho, e à esquerda há uma escada para baixo, que é vermelha também. Do lado oposto a nós, à mesma altura, abre-se uma porta e avança para fora um homem sorridente que se dirige para mim. Avança mesmo até junto de mim, detém-se e diz-me: “Mostra a língua!”. Eu deito a língua de fora, ele vai ao bolso, tira um canivete, abre-o e põe-me a lâmina mesmo juntinho da língua. Diz ele: “Agora vamos cortar-lhe a língua”. Eu não tenho co¬ragem de meter a língua para dentro, ele aproxima-se cada vez mais, está quase a tocar nela com a lâmina. No último momento retira a lâmina, diz: “Hoje ainda não, amanhã”. Fecha novamente o canivete e mete-o no bolso.
Todas as manhãs saímos da porta para o corredor vermelho, a porta abre-se e aparece o homem sorridente. Já sei o que vai dizer e fico à espera da ordem dele para mostrar a língua. Sei que ma vai cortar e de cada vez tenho mais medo. Começa assim o dia e isto acontece muitas vezes.»

Informação adicional

Peso 0.300 kg