Em 1878, Robert Louis Stevenson parte para uma caminhada solitária pelas montanhas das Cevenas, no Sul de França, acompanhado apenas por Modestine, uma obstinada burra que comprou a troco de sessenta e cinco francos e um cálice de conhaque para transportar a sua bagagem.
Entre caminhos inóspitos, aldeias remotas e encontros inesperados, Stevenson transforma esta viagem num relato cheio de humor, observação e reflexão. Publicado em 1879, «Viagens com uma Burra pelas Cevenas» tornou-se um dos textos fundadores da moderna literatura de viagem.
«Quanto a mim, viajo não para ir a lugar algum, mas para ir, simplesmente. Viajo pelo simples prazer de viajar. O importante é avançar, sentir mais de perto as necessidades e os obstáculos da vida, abandonar este colchão de penas da civilização e sentir o granito do globo, com os seus pedregulhos afiados, debaixo dos pés. Infeliz-
mente, à medida que subimos na vida e nos vamos enredando nos nossos assuntos, até mesmo as férias são algo por que temos de trabalhar.»