Rua de Fernandes Costa, 88
4100-240 Porto

11h00 — 19h00
Terça-feira a Sábado

Flâneur

Deus de Revólver
Rene Ricard

17.00€

Eu sou corrupto | e sou este país | A imagem da democracia que cegou | a expansão da empresa | quando atinge o limite |  e se volta para si própria | forçada a roubar quando já tudo tem dono | Vi o reverso da promessa de Whtitman | O imigrante - italiano das canções, irlandês das | boas intenções, alemães, gregos, haitianos, hispânicos, | de lâmina cintilante tornados gângsters, bifes célticos ou | italo-macarrónicos, guineenses, enrabados e pretos nesta | Grande terra. | Há animais com forma humana | em matilha como lobos | A águia nobre dilacera o pardal comum |As pessoas como insectos, vermes e montes de bactérias. | Como a ilha era hospitaleira, deixara-na em ruínas | Eu sou esse país, a América, | Vejo-te águia estirada presa no mapa | enxameada a rastejar com formigas, Rene Ricard.

  • Autor
    Rene Ricard
  • Editora
    Barco Bêbado
  • Género
    Literatura, Poesia
  • Edição/Reimpressão
    2023
  • Tradução
    Luís Lima
  • N. de Páginas
    100
  • Idioma
    Português